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Sep 16, 1940 — Oct 23, 2019· 79 yrs

SPAIN AUTHOR · HISTORY · POLITICS AND GOVERNMENT

Santos Juliá

Also known as: Santos Juliá Díaz

21
BOOKS
4.0
AVG RATING (3)
0
READERS

Santos Juliá Díaz (Ferrol, 1940-Majadahonda, 23 de octubre de 2019)​ fue un historiador y sociólogo español, especialista en Historia Social y en Pensamiento Político. Source: [Santos Juliá]( on Wikipedia.

Ferrol, Spain
Wikipedia

Campo adentro Meu cão na sombra do cavalo Vazo o rumor do mar

— from Exilio

Most acclaimed

#2

Historias de las dos Españas

2004

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#1

Madrid

5.0 (1)

"Founded by the Moors, the Spanish capital only rose to prominence in the 16th century, when Philip II chose it as a place from which to manage his empire - and it took a further two centuries to become the grandly aristocratic city we see today." "Hugh Thomas, best known for his authoritative history of the Spanish Civil War, The Conquest of Mexico and Rivers of Gold, has chosen from diaries, letters, memoirs and novels ranging across five centuries of Madrid's history. The anthology brilliantly evokes the drama and personalities of the past with eye-witness accounts and commentaries from both visitors and inhabitants. These include Beaumarchais, Beckford, Luis Bunuel, Alexandre Dumas, Goya, Victor Hugo, Hemingway, Napoleon, and scores of others. Bullfights are viewed in the 17th century by the great historian the Earl of Clarendon, the Duke of Wellington walks in the shady Paseo del Prado in 1812, in more recent times Salvador Dali plays a surrealist joke on a staid barman at the Ritz. There are glimpses of Rubens in the Alcazar, Manet at the Prado, generals and anarchists in the Puerta del Sol, and Casanova and Trotsky in prison. A richly satisfying mixture that provides both an introduction to the city and an essence of the spirit of place. Book jacket."--BOOK JACKET.

#3

Exilio

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Exílio é um livro de poemas curtos que podem ser lidos como um único texto. Tem o formato de um diário de notas e foi escrito na cisplatina uruguaia onde o campo encontra as dunas. Ao oeste, as várzeas e o moinho, os bosques de eucalipto e o horizonte do pampa, ao leste, a enseada e o farol, as ondas e o horizonte do oceano. O arco do céu antes de provocar a sensação de amplidão, é uma redoma que isola. Exílio aqui não tem, evidentemente, conotação de desterro. O sujeito que toma aquelas notas foi um poeta que passou a desconfiar das suas palavras ao ponto de dissociar-se do próprio pensamento. Ele não se identifica mais com o que pensa. Ele é outro em relação ao que sente. Perde assim a imagem de si mesmo no mundo e, ao fazê-lo, perde o seu lugar no mundo. É nesse sentido que se torna um exilado. Ausente em si mesmo, se sente longe de onde está. Um poeta que perde a fé nas palavras é uma doença sem corpo. Apesar disso, antes como narração, que como criação de poemas propriamente ditos, anota quando recorre a cavalo o campo, quando caminha na praia, quando lê um livro. Anota o que acontece no presente imediato, já que decidiu, mais que esquecer seu passado, esquecer de si mesmo. Futuro e passado se equivalem, não estão aqui. Sabe que não há nada para mudar. Ele está vazio. Para enfrentar o silêncio desse vazio usa, na falta de dominar outro instrumento e apesar da sua descrença, a linguagem. Se relaciona com as palavras agora de um modo diverso. Não pretende fazer o poema. As notas o fixam no presente e, de alguma forma remota, lhe confere algum sentido, às vezes com beleza. Percebe que a maneira como antes escrevia era, com freqüência, distorcida pela premeditação da obra de arte. Datado entre o inverno e a primavera de 1997, foi lançado mais de dez anos depois pela editora Movimento, de Porto Alegre.

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