Graciliano Ramos de Oliveira
Description
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Books
Cartas de amor a Heloisa
Cartas de Amor a Heloísa é um livro póstumo de Graciliano Ramos, publicado pela primeira vez em 1992, quase 40 anos após a morte do autor. O livro reúne sete cartas escritas pelo autor entre 16 de janeiro e 8 de fevereiro de 1928 para Heloísa Medeiros, com quem se casaria em 16 de fevereiro do mesmo ano. O escritor tinha então 35 anos e estava viúvo desde 1927. Heloísa tinha 18 anos. As cartas trazem um estilo romântico e sentimental, muito diferente da prosa seca que caracterizou os livros publicados em vida por Graciliano.
Relatórios
"Three reports by major novelist during his term as mayor of Palmeira dos Indios contain terse and sarcastic commentary on small-town politics ca. 1929. Includes appreciations by critics"--Handbook of Latin American Studies, v. 58.
Vidas secas
O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: "Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão... os meus personagens são quase selvagens... pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer ...porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem...Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos". VIDAS SECAS é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.
